quinta-feira, 23 de junho de 2016

Tolices

Acreditou que alguma pessoa nesse mundo te entenderia?
Tolo!
Se mesmo tu com teu coração supostamente teu, não te entendes.
E diante de cena que julgas desnecessária choras,
Enquanto ate a porta fechar finges não chorar.
Se irritantemente tu, impaciente Eu tolo, esquivas-te de dizer as palavras certas
Vês a ultima gota da tua paz a escorrer pelo chão.
“Que tão impróprio para tal hora!” Gritas!
“Eu estava tão bem!” Indagas!
E palavras vãs proclamadas feriram-te leve o coração,
Aplausos! É noite!
A noite ameniza e nada reflete
Logo amanhece a sensação.
Sabes que nada adianta esforçar-te,
Nada, nada, quão nada mudarás!
Muda-se só o de dentro, a muitas custas, perguntes aos sábios,
Não posso responder-te,
Meu Eu também tolo te escreves, incoerente,
Vai! Abraça-te à fuga! Descansa em desalinho com tua emoção
Que arde um pouco, um tanto de medo
Volta-te ao monótono segredo
De ser-te assim,
Tolo! Tão tolo quanto eu,
Achando que alguém entenderia,
Vire a rua, se esquive, faça-te

Na sensível sensatez de estar.

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