sexta-feira, 26 de julho de 2013

Agradeço profundamente ao estimado Paulinho pela homenagem em seu Blog O Abelhudo:

http://oabelhudo.com.br/2013/07/homenagem-salve-os-nossos-escritores-25-de-julho-dia-do-escritor/#more-26415

Reconhecer-se em meio a almas sensíveis enfeita a vida poética de uma singela poetisa.

Obrigada!!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A tênue linha entre o fim e o recomeço


Reconhecer-me-ia se não fosse a penumbra companhia, e mesmo que toda a luz irradiasse de mim eu não poderia ver o brilho dos meus olhos ao espelho, pois a alma turva mente embaçar-me-ia os olhos cheio de lágrimas, e se por ventura pudesse dormir ou até mesmo sumir, sumiria, mas ainda estaria o medo de uma solidão que eu, tão acostumada, temia, e temi, de onde sentada estive por algumas horas vi a noite chegar, e lá de longe ninguém poderia me abraçar...Fiquei ensaiando mensagens de texto sem sentido, tentando achar palavras, sem entender que não era amor, que não poderia surpreender-me com sensatez e carinho, que eu não poderia contar, sim provei de novo naquela noite o amargo sabor do não poder contar com alguém. O telefone tocou, o banho quente esperava-me, e antes de demoradamente deliciar-me ouvi as palavras que de tão repetitivas me irritaram, e o café tão fiel companheiro, amargamente desceu pela garganta sem aquecer o coração, era meu coração vazio, com frio, confuso, mas era o meu coração.
Troquei rapidamente o pijama macio, pelo salto, cabelos soltos e perfume no ar, e sai, como se fosse ao encontro de algo que arrancasse a corda que sentia apertar o meu pescoço, coloquei a melhor máscara das tantas que costumava utilizar e disse a minha mesma que ia conhecer gente nova sair, conversar, onde não pudessem me ver por dentro, onde eu não precisasse chorar, onde eu pudesse ter ideias insanas, ver liberdade e sorrisos soltos, pessoas desconhecidas num mar de ilusões estampadas em mim, sem sequelas de sonhos mortos, sem algemas... uma mensagem de texto, um sim. Da minha casa para o centro da cidade levou menos tempo do que o de costume, pela tão ânsia de alivio estava meu coração.

As ruas iluminadas, mesas lotadas nos bares do centro, sorrisos altos, tamanhos e formas humanas por toda parte, brilhos, fumaças... Ao longe um aceno despretensioso e eu pouco a pouco sentiria tudo mudar, tinha visto por foto e reconheci rapidamente que com um respingo de gentileza e malícia me convidou para sentar, em minutos estávamos ali e a verdadeira história da minha vida prestes a começar.
26 de agosto de 2011.