segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CAMPANHA CHEGA DE FIU FIU - DIVULGANDO

CHEGA DE FIU FIU é uma campanha contra o assédio sexual a mulheres em espaços públicos desenvolvida pera jornalista Karen Hueck.

            Eu estou aqui para reforçar a luta contra o assédio, afinal sou mulher, todas temos o direito de ir e vir ser invadida, intimidada e até violentada!            No site http://thinkolga.com/chega-de-fiu-fiu/ vocês encontram detalhes da campanha com depoimentos e os resultados de uma pesquisa sobre assédio, http://thinkolga.com/2013/09/09/chega-de-fiu-fiu-resultado-da-pesquisa/;              
Os números são de fato impressionantes!

Mulheres e homens precisam refletir sobre o respeito.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Silêncio...


Reservo-me o direito de permanecer em silencio, de desejar avidamente a monotonia confortável de estar como sou, por que deixar de ser não mais frutifica o meu jardim, jardim de sonhos que eu cultivo todos os dias. Reservo-me o direito a minha doce monotonia, e o julgamentos dissipam-se na minha solitária noite,  desta sempre esperei sonhos e palavras escritas que não conseguiram sair dos meus lábios, hoje reservo-me o direito a não dar explicações, de não querer me fazer entender, por que estou cansada... Correria, trabalho, pendências...Céus! O que estou a fazer aqui! O tempo gasto em fugas estáveis como uma carta, ou dissipáveis como lágrimas ao escuro; sei que o tempo não é tolo como eu, e meu amigo tempo trará um pouco mais de si na próxima noite. Sim quem sabe amanha! Quem sabe amanha eu deseje ir além, voltar mais tarde, entardecer no topo de uma colina esquecida, ou numa avenida perigosamente cinza, e eu ali sem mistérios sendo EU. Como é difícil se fazer entender, fazer os outros perceberem que o que os fazem felizes podem não me fazer feliz também. Difícil, muito difícil, decidi então desistir, é muito mais fácil dizer ao meu Eu que não preciso convencer ninguém de nada, preciso me convencer a não deixar fincar raízes, deixar as angustias... Ah que tão forte loucura, o êxtase de não sentir-se culpada! Livre de sensações e obrigações que não compõem meu bem estar. Reservo-me o direito de permanecer no silencio, saboreando o momento de me ver. Espero que a paz volte logo, espero sim.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Agradeço profundamente ao estimado Paulinho pela homenagem em seu Blog O Abelhudo:

http://oabelhudo.com.br/2013/07/homenagem-salve-os-nossos-escritores-25-de-julho-dia-do-escritor/#more-26415

Reconhecer-se em meio a almas sensíveis enfeita a vida poética de uma singela poetisa.

Obrigada!!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A tênue linha entre o fim e o recomeço


Reconhecer-me-ia se não fosse a penumbra companhia, e mesmo que toda a luz irradiasse de mim eu não poderia ver o brilho dos meus olhos ao espelho, pois a alma turva mente embaçar-me-ia os olhos cheio de lágrimas, e se por ventura pudesse dormir ou até mesmo sumir, sumiria, mas ainda estaria o medo de uma solidão que eu, tão acostumada, temia, e temi, de onde sentada estive por algumas horas vi a noite chegar, e lá de longe ninguém poderia me abraçar...Fiquei ensaiando mensagens de texto sem sentido, tentando achar palavras, sem entender que não era amor, que não poderia surpreender-me com sensatez e carinho, que eu não poderia contar, sim provei de novo naquela noite o amargo sabor do não poder contar com alguém. O telefone tocou, o banho quente esperava-me, e antes de demoradamente deliciar-me ouvi as palavras que de tão repetitivas me irritaram, e o café tão fiel companheiro, amargamente desceu pela garganta sem aquecer o coração, era meu coração vazio, com frio, confuso, mas era o meu coração.
Troquei rapidamente o pijama macio, pelo salto, cabelos soltos e perfume no ar, e sai, como se fosse ao encontro de algo que arrancasse a corda que sentia apertar o meu pescoço, coloquei a melhor máscara das tantas que costumava utilizar e disse a minha mesma que ia conhecer gente nova sair, conversar, onde não pudessem me ver por dentro, onde eu não precisasse chorar, onde eu pudesse ter ideias insanas, ver liberdade e sorrisos soltos, pessoas desconhecidas num mar de ilusões estampadas em mim, sem sequelas de sonhos mortos, sem algemas... uma mensagem de texto, um sim. Da minha casa para o centro da cidade levou menos tempo do que o de costume, pela tão ânsia de alivio estava meu coração.

As ruas iluminadas, mesas lotadas nos bares do centro, sorrisos altos, tamanhos e formas humanas por toda parte, brilhos, fumaças... Ao longe um aceno despretensioso e eu pouco a pouco sentiria tudo mudar, tinha visto por foto e reconheci rapidamente que com um respingo de gentileza e malícia me convidou para sentar, em minutos estávamos ali e a verdadeira história da minha vida prestes a começar.
26 de agosto de 2011.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Reinventando a Vida

Reinvenção foi algo que li em um poema de Cecília
“Á vida só é possível reinventada”
Mas é tão complicado entender o sentido,
E como reinventar a vida.
Conquistando seu mundo interior - dizem alguns,
Criando novos pensamentos-indagam outros
Intimamente reinvento perdendo o medo
Acreditando nas pessoas sem se doar completamente a elas
Dando uma chance para que cada um mostre o seu melhor
Reinventar é desejar sempre mais, além do que ontem
É amar todo dia, alguns dos detalhes das pessoas
Reinvento quando lembro que não sou perfeita
E quando destruo mentiras que eu mesma criei para mim.
Se a vida só é possível assim não sei,
O que sei é que quero viver reinventando sonhos,
Acordando de pesadelos,
Criando amigos sem esperar tanto deles,
Adorar estar com eles, mas muito mais estar comigo mesma
Por que em mim posso julgar, cobrar e esperar.
Reinvento quando me cubro de promessas e,
E ainda mais quando consigo cumpri-las.
Vivo reinventando brigas, situações...
E olho no espelho e não me reconheço
Tomar atitudes impulsivas é reinventar também
Ainda mais o “se-arrepender-depois”
Como viver sem reinventar? Não sei...
É como perguntar ao mar o que é ser tão imenso
Ser intenso é viver.
E a intensidade depende da capacidade de criar
De confessar nossos sentimentos mais azuis
Da cor desse mar... É voltar no meio do caminho
É simplesmente mudar de opinião
É cortar o cabelo, é viajar...
Reinventar é acordar, ler um poema de Cecília sobre reinventar a vida
E reinventar o poema também,
O engraçado é terminar escrevendo que é bem fácil

Fazer com a vida igualzinho assim.

Amanda Apolinário

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Espera...

Espera, espera o tempo passar
Você vai entender
Que a dor não vai durar pra sempre
Que o sol vai mesmo te chamar atenção
Que o seu amor próprio vai ser maior
Espera o tempo passar para se vê claramente
Quais amigos que são seus
Ver os medos que avastaram teu eu
Sumirem enfim
Espera o tempo vai mostrar
Que a dor que sentia valeu
Que aprender a amar é o melhor bem da vida
E a vida vivida experiência vai ficar
E do passado só o fato de não mais estar lá
Espera, você vai entender
Que tudo que viveste foi pra dizer
Como é bom estar aqui
Ver a noite, dormir em paz
Não há dor que não passe
Espera, espera
Você vai entender.