Acreditou
que alguma pessoa nesse mundo te entenderia?
Tolo!
Se mesmo tu
com teu coração supostamente teu, não te entendes.
E diante de
cena que julgas desnecessária choras,
Enquanto ate
a porta fechar finges não chorar.
Se
irritantemente tu, impaciente Eu tolo, esquivas-te de dizer as palavras certas
Vês a ultima
gota da tua paz a escorrer pelo chão.
“Que tão
impróprio para tal hora!” Gritas!
“Eu estava
tão bem!” Indagas!
E palavras
vãs proclamadas feriram-te leve o coração,
Aplausos! É
noite!
A noite
ameniza e nada reflete
Logo
amanhece a sensação.
Sabes que
nada adianta esforçar-te,
Nada, nada,
quão nada mudarás!
Muda-se só o
de dentro, a muitas custas, perguntes aos sábios,
Não posso
responder-te,
Meu Eu
também tolo te escreves, incoerente,
Vai! Abraça-te
à fuga! Descansa em desalinho com tua emoção
Que arde um
pouco, um tanto de medo
Volta-te ao
monótono segredo
De ser-te
assim,
Tolo! Tão
tolo quanto eu,
Achando que
alguém entenderia,
Vire a rua,
se esquive, faça-te
Na sensível
sensatez de estar.