De nada valerão
palavras, mesmo que iluminadas
Para adocicar um eu
magoado
E no caos do sorriso
Acordar para o assistir
será vão
E saborear o prazer
de ser feliz
A apoteose do eu, ao
final do dia de trabalho
Não terá cor
De nada valerão
sonhos, mesmo que promissores.
No complicado modo de
simplificar tudo
Para os corações que
amam
De nada valerão
pedidos e superficialidades
A saudade é quem
clama
De nada valerá ser
forte
Sem o suave toque do
carinho
E sem caminho para
poder voltar
O amor ensina a benção
do silencio
E a virtude do
coração manso
De nada valerão
palavras, nem mesmo o não,
Amar é uma verdade,
Verdade, amor.