domingo, 22 de maio de 2016

Irretorquível, EU



Diante de erros não se tem boas lembranças,
Dentro de boas lembranças, sim, podem conter erros. 
Que engrandecem o coração de forças para continuar amando 
Amando-se o tempo faz sentido
Como o nada se torna infinito
Sem musica e sem tato fiz-me abismo 
E em escala de sonhos, reencontrei você. 
E mesmo que a descrença te assombre 
E as lágrimas do teu eu magoado 
Magoe a mim, eu mesma assim, 
Preciso dizer-te que luto por nós 
Que quero respirar o prazer de estar com você e te ver no pra sempre 
Eu suo todos os seus medos 
E alegro-me a cada sorriso teu 
Não sei viver sem você é fato, 
E a cada sonho e plano naturalmente voam esperanças 
E a cada concretização vejo como fomos e somos fortes 
E dessa força tiro minha vontade de viver 
E viver bem com você, 
E ao tempo agradeço o acalanto que ele me dá 
Ele me coloca nos braços sempre que não consigo convencer você 
E é por mim que luto com todas as forças 
Por que em mim de verdade há o melhor amor por você 
E nunca é de mais dizer o quanto me completas
E sem você eu não teria conseguido
E sem mim eu teria te perdido
Eu queria muito mais que agradecer
Muito mais que ser eu e você
Um acordar sem pressa
Na praia do nosso presente
Com o doce sabor quente do nosso abraço
Eu queria muito mais do que pedir perdão
Queria ter as borrachas e pedras mais preciosas dentro do meu peito
Sem orgulho e sem decepção
Mas não pude ser nada disso
O que poderei ser?
Serei a prova de que superação existe
Serei a prova que amar
É muito mais que diz a palavra
O amor é aquele que cala
Que grita e que cansa
Que avança e depois amansa
Amor é aquele que dança que dorme
Que manca, que machuca que se cura.
Amor é aquele que encara, escancara.
Desmancha, abençoa, ilumina e depois voa
Amor é aquele que volta que se abaixa que se levanta
Amor é o que sente e que chora
Que desmente e desespera
Que espera,
Que ama.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Íntimo Seguro (...)


Segura no intimo dos meus pensamentos...
Sem riscos, sem medos

Controle de um destino

Que não se sabe qual é

Depois de tanto cansaço

Sem manuais de instrução

Os erros não mais me paralisam, eu vou,

Não fujo do olhar, reflexo do espelho não fujo

E quem eu serei amanha

Desconheço

Rastros de luz sobressaem nas sombras

De um mundo que não fui eu

Novamente o sim, de toda dor

Não quero esquecer

A luta de uma forma de amar

Amar mais a mim

Cobranças sem íntimas traições

Colar os cacos

Íntimo seguro devaneio

E superar o que não se vai esquecer

E assim segura no intimo dos meus pensamentos

Posso seguir.

domingo, 15 de maio de 2016

A vaidade dos sonhos





Será insensato o que vive de esperanças quiméricas?
Os que depositam o amanhã num sonho,
Quando os vão realizar?
Sonhos vêm e mudam a primavera
Do nosso frágil interior
Movem e consomem, são presunçosos
Pois simulam sempre o amor.
Ombros cansados, pés doloridos
Ou um coração na solidão,
O sonho surge tão vaidoso
E forte os segura com as mãos
Acreditar é ser forte, ou fraquejar?
Levar o sonho do sul ao norte
Ao fim da vida sem desistir, é existir?
Será insensato querer assumir,
A vontade de viver?
E por querer, manter-se preso
Acorrentado, repousando nas nuvens
Onde passeiam ingênuos os sonhos..
Oh! Que lindos sonhos...
Sempre azuis impecáveis
Altos e sempre altos; mesmo assim,
Necessários de viver?
Ou fuga covarde dos que odeiam sentir
Quem julgar por acreditar...
Não aprendeu a sonhar, só a mentir.