Será insensato o que vive de esperanças quiméricas?
Os que depositam o amanhã num sonho,
Quando os vão realizar?
Sonhos vêm e mudam a primavera
Do nosso frágil interior
Movem e consomem, são presunçosos
Pois simulam sempre o amor.
Ombros cansados, pés doloridos
Ou um coração na solidão,
O sonho surge tão vaidoso
E forte os segura com as mãos
Acreditar é ser forte, ou fraquejar?
Levar o sonho do sul ao norte
Ao fim da vida sem desistir, é existir?
Será insensato querer assumir,
A vontade de viver?
E por querer, manter-se preso
Acorrentado, repousando nas nuvens
Onde passeiam ingênuos os sonhos..
Oh! Que lindos sonhos...
Sempre azuis impecáveis
Altos e sempre altos; mesmo assim,
Necessários de viver?
Ou fuga covarde dos que odeiam sentir
Quem julgar por acreditar...
Não aprendeu a sonhar, só a mentir.
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