De tantos recomeços
Nem começo a tentar entender
O que sou e em mim
Que nada morre, mas as vezes nada vive
E de tudo que molhou
Nem acabei o poema e ele se foi
Como todos os outros
Sem que a mínima lagrima tenha caído
Que mesmo a outra face dos sentimentos
Se tenha sido vista
E que nem minha solidão
Nem a bagunça do eu
Nem mesmo eu tive como sentir
Quando o tempo se fez passado
Quando o futuro esperei
E de tantos recomeços
Nem começo a tentar entender
Tenho medo
Do que sou e do que há em mim
E mesmo assim,
Eis me aqui
De novo.
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